sábado, 14 de abril de 2012

QUANTO MAIOR A EVOLUÇÃO COGNITIVA, MAIOR A RESPONSABILIDADE

Evolução cognitiva, consciência e responsabilidade.

Quanto mais evoluído é o homem, maior a sua responsabilidade para com os outros seres vivos. Por isso, temos a obrigação de fazer o melhor que pudermos.

Se, no entanto, substituirmos o senso lógico coletivo (estamos todos juntos no mesmo barco) pelo senso lógico privado (primeiro eu, depois os meus) nos tornamos portadores do único sinal universal da demência humana: a perda dos fundamentos do imperativo categórico (de Kant)[1]

. E quais são os principais fundamentos do imperativo categórico? Segundo Kant, seriam:

1.   Para pensar uma ação por dever, é necessário pensar em um princípio formal da vontade ou do querer (Acima de mim, as estrelas; dentro de mim a lei moral).

2.     Esse princípio formal da vontade deve ser compreendido como uma lei da razão.

3.     Tal princípio formal da vontade só pode ser validado se for válido para todos os seres vivos: “Devo proceder sempre de maneira que eu possa querer também que a minha máxima se torne uma lei universal”.


Do exposto, podemos deduzir: matar animais para comer, contraria a lei do imperativo categórico, pois implica na legalização do assassinato de seres vivos frágeis e indefesos. Não se pode desconsiderar o direito à vida de nossos irmãos animais, seres inocentes e frágeis, somente para atender à satisfações egoístas de homens (e mulheres) carnívoros e insanus. Exemplo? Assista a este pequeno vídeo de massacre em massa para fazer casacos de pele. E, depois, se quiser, mande-me sua opinião a respeito. (José Queiroz)




ASSISTA O VÍDEO ABAIXO ATÉ O FIM, SE VOCÊ TIVER CORAGEM.










[1] Immanuel Kant (22.04.1724 – 12.02.1804), o apóstolo da razão pura e da crítica sistemática, nasceu em Königsberg, pequena cidade prussiana.  Desenvolveu um discurso filosófico aberto para a modernidade, no qual a metafísica tradicional deu lugar a um sistema crítico da razão.

quarta-feira, 28 de março de 2012


LEI ANTIBAIXARIA

A bunda, a soberana bunda, a dita preferência nacional, abunda nas baixarias

“Em meio a opiniões controversas sobre o gênero feminino, possíveis censuras e polêmicas referentes à aplicabilidade da lei, a Assembleia Legislativa aprovou ontem, por 39 votos a 9, o projeto conhecido como antibaixaria, que proíbe o uso de recursos públicos para contratação de artistas que em suas músicas ou danças incentivem a violência ou exponham as mulheres ao constrangimento”.  Tribuna da Bahia, 28.03.2012

Outra vez, ela, a bunda, aqui das "gringas"

Concordo com a lei.  Por isso, fico feliz com a aprovação do projeto. Quem gosta de baixaria tem direito de escolhê-la, mas não à custa do erário público, isto é, do dinheiro que o Estado arrecada de todos nós através de impostos.

Super-Homem, made in Brasil, pesquisa atentamente a bunda da starlet

Entretanto, fica-me a pergunta que não quer calar: Até onde (algumas) mulheres compactuam com, e apóiam as músicas e as danças produzidas pela baixaria institucionalizada? (José Queiroz)

sábado, 17 de março de 2012

QUEM É REALMENTE TERRORISTA?



Charge de Simanca sobre a execução de 16 civis no Afeganistão pelas forças de ocupação norte-americana, a  maioria, mulheres e crianças. A Tarde, 16.03.2012.

A diplomacia do Big Stick

Theodore Roosevelt e sua diplomacia do Big Stick; copiada até os nossos dias.

O Big Stick (grande porrete) foi uma frase de efeito usada para descrever o estilo de diplomacia empregada pelo presidente norte-americano Theodore Roosevelt, como corolário da Doutrina Monroe, a qual especificava que os Estados Unidos da América deveriam assumir o papel de polícia internacional no hemisfério ocidental.

As intenções desta diplomacia eram proteger os interesses econômicos dos Estados Unidos na América Latina. Estas idéias foram expandidas e passaram a ocupar um espaço maior nas demais questões internacionais. Tudo isso levou à Diplomacia do Dólar que pode ser encarada como uma versão tardia da Diplomacia das canhoneiras.
 

Bush Jr., discípulo aplicado do Big Stick

George Bush Jr., um presidente belicoso e intelectualmente limitado, continuou com a tradição fundamentalista da política norte-americana que tenta impor ao mundo, pela política ou pelas armas, o seu estilo de vida e a sua visão inusitada de realidade contaminada pela usura, cobiça, avareza.


Ideologia à força 
Para sustentar a sua ideologia, lança mão do poder de fogo, invadindo,  ocupando e desrespeitando as leis, os costumes e a vida de outros povos e nações -, sempre que seus interesses são contrariados.

                        Ahmadinejad que se cuide...!

As táticas de luta incluem a guerra esmagadora -, as Forças Armadas norte-americanas são sempre as mais fortes; a mentira ardilosa (vide Sadam Hussein e agora a justificativa para invadir o Irã, acusando Mahmoud Ahmadinejad de estar tentando construir uma bomba atômica); a invasão impune, seguindo-se a ocupação e a permanência, por tempo indeterminado. Dentre muitos, aconteceu com o Iraque e acontece com o Afeganistão; o uso de terrorismo franco e perverso contra os países mais fracos; a humilhação e o genocídio toda vez que a sua arrogante vontade imperial é questionada.

Mulheres e crianças foram assassinadas pelas forças de opressão

No caso do Afeganistão, as forças de ocupação dos EUA, em menos de 15 dias, primeiro, queimaram o livro sagrado e, a seguir, mataram 16 civis. Seus seguidores acreditam piamente que os EUA são o novo povo escolhido por deus – parece que Israel, o mais antigo e primeiro povo, perdeu o seu lugar junto ao deus deles. Para os governantes norte-americanos a grande missão dos EUA é a de levar ao mundo os direitos humanos, a liberdade e a democracia, ainda que precise usar da força bruta. Tais atos os nivelam a um Estado fascista, quando privilegia um sistema autoritário e totalitário que, a qualquer custo, tenta impor à humanidade a sua própria visão de mundo ignorando o contraditório.


                        E agora, Obama?

Poderio Militar

Poderio militar incomparável a serviço da vilania e opressão.

O exercício de arrogância da nação norte-americana se deve à magnitude do poder de fogo de suas forças militares. Intimida pela força. Tal poderio é imprescindível para a aplicabilidade da política tendenciosa, sendo um instrumento que sustenta as ações unilaterais tomadas pelo governo. Os Estados Unidos possuem quase mil bases militares espalhadas pelo mundo afora, e se não bastasse, são também detentores de um orçamento destinado à defesa que chega à casa dos 530 bilhões de dólares anuais, caracterizando-se como o orçamento mais alto do planeta. Possuem, sem dúvida, a mais poderosa força militar que se tem notícia.

Afinal, quem é realmente terrorista?

Terrorismo, é conceito sinuoso que atende aos interesses de cada cliente.

Neste ponto, pergunto: Por que as torres gêmeas foram dinamitadas? O que fizeram os EUA, antes da derrubada, para impelir os seus desafetos a destruir as torres? Desta perspectiva do antes e do depois, quem é realmente terrorista?

   Quem é realmente terrorista?

Se o leitor quiser saber as respostas, basta se inteirar do que vem fazendo o Império norte-americano, dia a dia, com os povos e as nações. Verificará que, na verdade, os atos do passado explicam os atos do presente: a reação, a oposição e o antagonismo fundamentados na velha lei bíblica: olho por olho, dente por dente ... e então poderá concluir quem realmente pode ser chamado de terrorista. (José Queiroz)



segunda-feira, 12 de março de 2012

A CORRIDA DE TOUROS - ESPETÁCULO DEMENCIAL































“O sofrimento do outro (ser vivo qualquer) por si só desqualifica as tradições culturais e nos impõe combatê-las. O que é cruel é cruel em qualquer parte do mundo. A crueldade, por desumana, não tem direito de existir. Quando a diferença implica desumanização e mutilação do outro, aí encontra seu limite e deve ser coibida, proibida e até criminalizada". Tânia Miranda, historiadora, mestre em educação



Veja, amigo leitor, como os homos insanus (os financiadores, organizadores, produtores, o toureiro, seus comparsas e os sensíveis e motivados espectadores) se divertem  e alguns até entram em orgasmos intensos quando participam do espetáculo da corrida dos touros. É de causar espécie e nos faz acreditar que não existe mentes demenciais neste planeta.

Corrida de Touros-24
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Para finalizar, a pergunta que não quer calar. O boi (poderia ter sido um ovino, um caprino, um suíno ou qualquer outro condenado à morte) peguntou ao homo insanus: “Por que pertenço, como comida, à sua cadeia alimentar? Fiz alguma mal a você? Então por que você persiste em querer me matar para comer?”

DIRETO AO PONTO - 12.03.2012


o DIREITO DOS ANIMAIS À VIDA


Não consigo aceitar como prática natural, justificada pela famigerada cadeia alimentar, o assassinato em massa de animais para aplacar a fome,  deleitar o paladar e alimentar a vaidade de outro animal irracional, o homo insanus. Tampouco concordo com o argumento ilógico de que se trata de uma determinação do deus dos homens  que colocou os animais no planeta terra para servir, divertir e ser devorados pelos seres humanos carnívoros. Tais hábitos perversos e criminosos não me parecem naturais e podem, sim, serem mudados.

Sou adepto de uma premissa-chave: o índice de felicidade de uma sociedade humana é dado pelo respeito à vida dos outros seres humanos e dos demais animais. 


Em prol disto estamos avançando, passo-a-passo, de forma lenta, mas ainda insuficiente. O que me anima é o crescimento exponencial de pessoas que estão aderindo ao vegetarianismo na direção de uma sociedade verdadeiramente civilizada onde prevaleça o respeito à vida de todos os animais que habitam este planeta. O engajamento de pessoas conscientes e sensíveis nesta luta honrosa tem mudado a concepção e os hábitos de muitos homens e mulheres deste mundo; mas, entendo, ainda há uma longa caminhada a percorrer e muitos obstáculos a ser ultrapassados. (José Pinto de Queiroz Filho)



domingo, 4 de março de 2012

DIRETO AO PONTO - 04.03.2012


PROVOCAÇÕES DA CASERNA
QUEM TEM MEDO DO QUÊ?


General reformado Gilberto Barbosa


Gilberto Barbosa, general de exército (quatro estrelas), reformado, assinou um manifesto em que critica e questiona a autoridade da presidente Dilma Rousseff – comandante-em-chefe das Forças Armadas - por não repreender membros do governo que defendem a revogação da Lei da Anistia, que, se ocorrer, ira conduzir necessariamente à punição de militares envolvidos em crimes de tortura e morte durante a ditadura. Os signatários sublevados – contra o poder constituído, que têm a obrigação de respeitar - ainda declararam publicamente o não reconhecimento da autoridade do ministro da Defesa, Celso Amorim.

É preciso que os rebelados entendam, de uma vez por todas, que a Lei de Anistia não foi promulgada para esconder as práticas escusas perpretadas por indivíduos arrogantes e discricionários que conspurcaram uma nação maculando a sua memória com atrocidades e assassinatos próprios de um regime de exceção.

E o que se aprende com o episódio? Que é sempre contraproducente tentar ocultar a história através do silêncio, um silêncio que está dividindo a nação entre vítimas e algozes.

Comandante-em-chefe das Forças Armadas

E o que fez a presidente? Simplesmente, diante do evidente desrespeito, mandou punir todos os que subscreveram o manifesto e aqueles que vierem a fazê-lo. Na verdade, é indispensável penalizar os manifestantes responsáveis pela quebra de hierarquia, pois a omissão abrirá um precedente perigoso que poderá implodir o Estado de Direito – ocorrência que não deve interessar nem a gregos, nem a troianos. Estamos com você, presidenta!

 (Queiroz)




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


CRISE DE CREDIBILIDADE

Caro Hélio
Luis Inácio Lula da Silva
Arrogância, precipitação, superficialidade tem sido as marcas registradas dos “críticos” do cidadão Lula. Observo que o amigo é um repassador infatigável dos escritos de terceiros -, que costumam produzir críticas vazias, inverossímeis, pouco inteligentes e sem fundamentos racionais, principalmente quando apelam para piadinhas de mau gosto que não conduzem a nada, como se estivessem disputando, sem êxito, o espaço frívolo das indústrias de entretenimento...

A dúvida necessária, a interrogação inteligente, o questionamento despido de corporativismo político-partidário, são descartados, na maioria das vezes, em prol de uma enxurrada de preconceitos mal digeridos. Por isso, as críticas habituais são supérfluas e superficiais. Por exemplo: Lula não frequentou os bancos escolares, por isso, sem cultura, jamais deveria ter sido presidente do Brasil – como se a frequência aos bancos escolares garantisse necessariamente a formação de cidadãos íntegros e honestos.

Os agentes de suspeitas inquisitórias não admitem que possa existir decência, retidão, bondade nos atos de Lula. Tudo passa por um crivo negativo que torna impossível elogiar o que deu certo.  Inexiste o ceticismo ético e saudável – Lula, como qualquer outro ser humano teve seus erros e falhas humanas – substituído pelo dogma antiético, pernicioso, intolerante, superficial, irracional.


Comenda oferecida a Lula

Enquanto isso, a respeitável Fundação Holandesa Roosevelt Stichting, uma de muitas, anunciou que o ex-presidente Lula foi o vencedor do International Four Freedoms Awards (Prêmio Internacional das Quatro Liberdades, 2012). Para eles, Lula é uma inspiração para a comunidade internacional por sua “ascensão da pobreza abjeta à Presidência do Brasil, e sua determinação em livrar o Brasil da extrema pobreza e da injustiça social que por tanto tempo flagelou seus cidadãos menos afortunados”. (jornal A Tarde, 06.02.2012).

Não se trata de reconhecimento internacional isolado e sim mais um de inúmeros que já foram concedidos e que, acredito, continuará a se repetir por mais algum tempo. Será que as instituições internacionais estão erradas? E quem está absolutamente certo é o percentual insignificante da genial população anti- lula do Brasil? Você não acha que isto não é mais do que muita empáfia, arrogância e presunção deste ínfimo grupo do qual o amigo é um divulgador permanente?

Amigo Hélio, peço que pense, reflita, use a sua própria consciência e pare de divulgar conteúdos pouco inteligentes, broncos e bestiais de anti-lulistas superficiais, intolerantes e preconceituosos.

Aliás, o amigo não é a pessoa mais indicada para desempenhar o papel  torpe de um papagaio divulgador do grupo anti-lulista, principalmente porque:

1) Você é um dos assalariados de um sistema econômico capitalista, que se tornou vítima e é explorado por capitalistas desde que nasceu.
2) Você que se diz ateu, tem demonstrado que se converteu ao fundamentalismo judaico (e ao cristianismo, também?) – melhor, a Israel e seu modo de vida - contrariando a sua própria postura atéia rs, rs, rs.
3) Finalmente, você me disse uma vez e escreveu num email, que me enviou: Na verdade, sou contra os palestinos porque não gosto de árabes e muçulmanos – demonstrando até onde vai o seu preconceito arraigado contra pessoas que, acredito, você não as conhece realmente, e nunca lhe fizeram mal.

Amigo Hélio. Gosto de você, por isso lhe estou pedindo: procure reformular a sua concepção sobre o mundo e principalmente sobre as pessoas que o habitam – mudar de forma inteligente é sempre salutar. Pense, reflita, raciocine com o seu próprio cérebro e não com os dos outros. Tenha juízo e aceite um beijo no coração.  Continue me querendo bem. José Pinto de Queiroz Filho