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terça-feira, 12 de junho de 2012

Para ampliar lucros e antecipar abate, animais são “alimentados” com antibióticos.





Superbactérias, novo produto da pecuária intensiva



Para ampliar lucros e antecipar abate, animais são “alimentados” com antibióticos. Alguns micro-organismos resistem e podem se tornar indestrutíveis


Por Daniela Frabasile

O surgimento, entre humanos, de bactérias que se tornam imunes aos antibióticos mais potentes é um fenômeno conhecido há tempo. Acabam de surgir sinais de que algo mais grave pode estar ocorrendo entre os animais domesticados. O uso abusivo de medicamentos – em especial antibióticos – está causando o aparecimento de micro-organismos resistentes em larga escala, segundo estudo feito por Ray Kaplan, parasitologista da Universidade da Georgia, nos EUA, publicado recentemente na revista Veterinary Parasitology.

A pesquisa, realizada na Austrália, Brasil e Estados Unidos, revela que ovelhas e cabras são os animais mais afetados – mas há indícios de que também bovinos e equinos foram afetados. Em alguns casos, as bactérias são resistentes a todas as drogas disponíveis. A resistência é consequência direta de um dos processos da pecuária intensiva mais criticados pelos ambientalistas e defensores dos direitos dos animais. Em muitos casos, estes recebem antibióticos na própria alimentação, sem sequer terem desenvolvido doença alguma. O cálculo econômico indica que é mais lucrativo agir assim: os bichos serão abatidos antes que a medicação ultra-intensiva deteriore sua saúde; e o método permite ampliar o índice de animais “aproveitados”… para corte.
Kaplan refere-se ao problema como “global worming” (“vermifugação global”, em analogia ao aquecimento global, global warming, em inglês). Para o parasitologista, a solução seria ministrar as drogas apenas aos animais doentes, a fim de reduzir as chances de aparecimento de linhagens resistentes. Além disso, segundo Kaplan, não juntar tantos animais em espaços exíguos (os locais de criação ultra-intensiva) reduziria as chances de contágio.
Opiniões divergentes:


"To nem aí pros animal, eu quero minha carne na hora do almoço, uahUahuha"

"Abate humanitário? Legal, agora é ético
matar por prazer desde que a vítima não
sofra? Da um tempo, eu não quero abate humanitário, eu quero a abolição do abate".







sábado, 14 de abril de 2012

QUANTO MAIOR A EVOLUÇÃO COGNITIVA, MAIOR A RESPONSABILIDADE

Evolução cognitiva, consciência e responsabilidade.

Quanto mais evoluído é o homem, maior a sua responsabilidade para com os outros seres vivos. Por isso, temos a obrigação de fazer o melhor que pudermos.

Se, no entanto, substituirmos o senso lógico coletivo (estamos todos juntos no mesmo barco) pelo senso lógico privado (primeiro eu, depois os meus) nos tornamos portadores do único sinal universal da demência humana: a perda dos fundamentos do imperativo categórico (de Kant)[1]

. E quais são os principais fundamentos do imperativo categórico? Segundo Kant, seriam:

1.   Para pensar uma ação por dever, é necessário pensar em um princípio formal da vontade ou do querer (Acima de mim, as estrelas; dentro de mim a lei moral).

2.     Esse princípio formal da vontade deve ser compreendido como uma lei da razão.

3.     Tal princípio formal da vontade só pode ser validado se for válido para todos os seres vivos: “Devo proceder sempre de maneira que eu possa querer também que a minha máxima se torne uma lei universal”.


Do exposto, podemos deduzir: matar animais para comer, contraria a lei do imperativo categórico, pois implica na legalização do assassinato de seres vivos frágeis e indefesos. Não se pode desconsiderar o direito à vida de nossos irmãos animais, seres inocentes e frágeis, somente para atender à satisfações egoístas de homens (e mulheres) carnívoros e insanus. Exemplo? Assista a este pequeno vídeo de massacre em massa para fazer casacos de pele. E, depois, se quiser, mande-me sua opinião a respeito. (José Queiroz)




ASSISTA O VÍDEO ABAIXO ATÉ O FIM, SE VOCÊ TIVER CORAGEM.










[1] Immanuel Kant (22.04.1724 – 12.02.1804), o apóstolo da razão pura e da crítica sistemática, nasceu em Königsberg, pequena cidade prussiana.  Desenvolveu um discurso filosófico aberto para a modernidade, no qual a metafísica tradicional deu lugar a um sistema crítico da razão.