sábado, 17 de março de 2012

QUEM É REALMENTE TERRORISTA?



Charge de Simanca sobre a execução de 16 civis no Afeganistão pelas forças de ocupação norte-americana, a  maioria, mulheres e crianças. A Tarde, 16.03.2012.

A diplomacia do Big Stick

Theodore Roosevelt e sua diplomacia do Big Stick; copiada até os nossos dias.

O Big Stick (grande porrete) foi uma frase de efeito usada para descrever o estilo de diplomacia empregada pelo presidente norte-americano Theodore Roosevelt, como corolário da Doutrina Monroe, a qual especificava que os Estados Unidos da América deveriam assumir o papel de polícia internacional no hemisfério ocidental.

As intenções desta diplomacia eram proteger os interesses econômicos dos Estados Unidos na América Latina. Estas idéias foram expandidas e passaram a ocupar um espaço maior nas demais questões internacionais. Tudo isso levou à Diplomacia do Dólar que pode ser encarada como uma versão tardia da Diplomacia das canhoneiras.
 

Bush Jr., discípulo aplicado do Big Stick

George Bush Jr., um presidente belicoso e intelectualmente limitado, continuou com a tradição fundamentalista da política norte-americana que tenta impor ao mundo, pela política ou pelas armas, o seu estilo de vida e a sua visão inusitada de realidade contaminada pela usura, cobiça, avareza.


Ideologia à força 
Para sustentar a sua ideologia, lança mão do poder de fogo, invadindo,  ocupando e desrespeitando as leis, os costumes e a vida de outros povos e nações -, sempre que seus interesses são contrariados.

                        Ahmadinejad que se cuide...!

As táticas de luta incluem a guerra esmagadora -, as Forças Armadas norte-americanas são sempre as mais fortes; a mentira ardilosa (vide Sadam Hussein e agora a justificativa para invadir o Irã, acusando Mahmoud Ahmadinejad de estar tentando construir uma bomba atômica); a invasão impune, seguindo-se a ocupação e a permanência, por tempo indeterminado. Dentre muitos, aconteceu com o Iraque e acontece com o Afeganistão; o uso de terrorismo franco e perverso contra os países mais fracos; a humilhação e o genocídio toda vez que a sua arrogante vontade imperial é questionada.

Mulheres e crianças foram assassinadas pelas forças de opressão

No caso do Afeganistão, as forças de ocupação dos EUA, em menos de 15 dias, primeiro, queimaram o livro sagrado e, a seguir, mataram 16 civis. Seus seguidores acreditam piamente que os EUA são o novo povo escolhido por deus – parece que Israel, o mais antigo e primeiro povo, perdeu o seu lugar junto ao deus deles. Para os governantes norte-americanos a grande missão dos EUA é a de levar ao mundo os direitos humanos, a liberdade e a democracia, ainda que precise usar da força bruta. Tais atos os nivelam a um Estado fascista, quando privilegia um sistema autoritário e totalitário que, a qualquer custo, tenta impor à humanidade a sua própria visão de mundo ignorando o contraditório.


                        E agora, Obama?

Poderio Militar

Poderio militar incomparável a serviço da vilania e opressão.

O exercício de arrogância da nação norte-americana se deve à magnitude do poder de fogo de suas forças militares. Intimida pela força. Tal poderio é imprescindível para a aplicabilidade da política tendenciosa, sendo um instrumento que sustenta as ações unilaterais tomadas pelo governo. Os Estados Unidos possuem quase mil bases militares espalhadas pelo mundo afora, e se não bastasse, são também detentores de um orçamento destinado à defesa que chega à casa dos 530 bilhões de dólares anuais, caracterizando-se como o orçamento mais alto do planeta. Possuem, sem dúvida, a mais poderosa força militar que se tem notícia.

Afinal, quem é realmente terrorista?

Terrorismo, é conceito sinuoso que atende aos interesses de cada cliente.

Neste ponto, pergunto: Por que as torres gêmeas foram dinamitadas? O que fizeram os EUA, antes da derrubada, para impelir os seus desafetos a destruir as torres? Desta perspectiva do antes e do depois, quem é realmente terrorista?

   Quem é realmente terrorista?

Se o leitor quiser saber as respostas, basta se inteirar do que vem fazendo o Império norte-americano, dia a dia, com os povos e as nações. Verificará que, na verdade, os atos do passado explicam os atos do presente: a reação, a oposição e o antagonismo fundamentados na velha lei bíblica: olho por olho, dente por dente ... e então poderá concluir quem realmente pode ser chamado de terrorista. (José Queiroz)



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