O AFFAIR JUÍZA LUISLINDA VERSUS O
TJ-BA
Parece que tudo começou
assim:
"É uma conquista para o povo negro
da Bahia.", afirmou Luislinda
Decisão unânime entre os membros do Conselho
Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (6), em Brasília, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que a juíza baiana Luislinda Valois fosse promovida ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O CNJ utilizou como argumento principal o critério de antiguidade para a concessão da promoção. O relator do caso, Jorge Hélio Chaves de Oliveira, e todos os demais conselheiros decidiram de forma unânime em prol do requerimento.
"É o reconhecimento da luta de uma mulher negra, rastafári, que conseguiu sair vitoriosa deste processo. É uma conquista para o povo negro da Bahia", afirmou Luislinda, primeira juíza negra do Brasil. Desde agosto de 2010, ela ocupava o cargo de desembargadora substituta no TJ. Com a proximidade da aposentadoria compulsória, a nomeação de Valois como desembargadora titular poderia não ocorrer.
De acordo com a juíza, que acompanhou toda a audiência, o Tribunal deverá agora organizar a data da posse e a cerimônia oficial.
Em sessão ordinária realizada nesta terça-feira (6), em Brasília, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que a juíza baiana Luislinda Valois fosse promovida ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O CNJ utilizou como argumento principal o critério de antiguidade para a concessão da promoção. O relator do caso, Jorge Hélio Chaves de Oliveira, e todos os demais conselheiros decidiram de forma unânime em prol do requerimento.
"É o reconhecimento da luta de uma mulher negra, rastafári, que conseguiu sair vitoriosa deste processo. É uma conquista para o povo negro da Bahia", afirmou Luislinda, primeira juíza negra do Brasil. Desde agosto de 2010, ela ocupava o cargo de desembargadora substituta no TJ. Com a proximidade da aposentadoria compulsória, a nomeação de Valois como desembargadora titular poderia não ocorrer.
De acordo com a juíza, que acompanhou toda a audiência, o Tribunal deverá agora organizar a data da posse e a cerimônia oficial.
E continuou assim:
Com o sub-título “Pacto de San José” o jornalista Levi Vasconcelos noticia na
coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde de sexta-feira, 16.12.2011, o que se
segue:
“O promotor Luis Fausto Valois, filho da
juíza Luislinda Valois, dise ontem em Aracaju, que se a magistrada não for
nomeada desembargadora segunda-feira os advogados da família vão recorrer à
justiça internacional, através do Pacto de San José. Ele se disse revoltado com
a situação, pois terça última, Luislinda ficou das 07 da manhã até as 17 horas,
no TJ baiano esperando que o TJ cumprisse a determinação do CNJ, mas nada foi
resolvido. Ele diz que a mãe está sendo vítima de discriminação, por ser negra
e rastafári.”
Pergunto: Será que o CNJ esqueceu-se que o TJ
baiano tem critérios técnicos para promover seus membros? Dois critérios são
utilizados para a promoção: antiguidade e merecimento. E junto com Luislinda
existem, pelo menos, dois outros candidatos à promoção. No caso de Luislinda, o argumento principal
foi o critério de antiguidade. Ela completa 70 anos em janeiro, quando entra na
aposentadoria compulsória.
Pergunto, ainda:
1.
Por que transformar um simples processo
de promoção numa disputa emblemática de poder entre negros e brancos?
2. Qual
o significado da frase É
uma conquista para o povo negro da Bahia atribuída à juíza? Ela é juíza somente do povo negro? Seu salário –
exorbitante em relação aos salários de outros profissionais de nível universitário –
é pago unicamente por negros?
3.
E seu filho, promotor, com salário também exorbitante, com o mesmo significado dito acima – mostra-se responsável quando diz
que a mãe está sendo
vítima de discriminação, por ser negra e rastafári, mas
não informa os nomes dos/as discriminadores/as e não comprova a discriminação
com as provas necessárias?
4.Excetuando a vantagem pessoal, qual a
vantagem pública da promoção de uma juíza que vai ser aposentada compulsoriamente
dentro de pouco tempo, se esta promoção irá implicar no aumento permanente de salário
maior que o de juíza?
Desejo que a juíza Luislinda seja
promovida, não por ser negra – a primeira juíza negra do Brasil -, nem por imposições dos movimentos negros, mas por antiguidade e principalmente por
merecimento. Dura lex, sed lex. (Queiroz)


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