quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

DIRETO AO PONTO - 22.12.2011, COMENTANDO AS NOTÍCIAS DOS JORNAIS


LUISLINDA É DESEMBARGADORA
Luislinda valois
O TJ-BA elegeu mais 06 desembargadores, com os salários astronômicos de sempre, onerando ainda mais o erário público – entenda erário público à soma dos impostos que todos nós pagamos. Dentre eles, Luislinda Valois eleita pelo critério de antiguidade, após oito anos de espera e próxima a se aposentar.
Fica-me uma pergunta: Foi eleita por decisão democrática dos membros do TJ-BA ou pelo “reconhecimento da luta de uma mulher negra, rastafári, que conseguiu sair vitoriosa deste processo (...) uma conquista para o povo negro da Bahia”?

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, PELUSO E LEWANDOWSKI

Celso Peluso
Uma decisão provisória do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski suspendeu investigações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 22 tribunais do país.

A liminar foi concedida na segunda-feira (19) em mandado de segurança ajuizado por três entidades, Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) -, ajuizamento que, até prova em contrário, caracteriza uma injunção corporativista.

A ação das entidades foi baseada em outra decisão liminar, tomada pelo ministro Marco Aurélio Mello também na segunda, que limitou os poderes do CNJ para investigar e punir juízes suspeitos de irregularidades. Conforme o pedido das associações, a Corregedoria do CNJ teria efetuado a quebra de sigilo de mais de 200 mil magistrados, servidores e familiares.

 Lewandowski 
Tenta-se, dessa forma, esvasiar os poderes do órgão de controle da magistratura que estava investigando 17 desembargadores, somente de São Paulo. Eles podem ter recebido R$17 milhões – 1 milhão cada um – dos cofres públicos da corte paulista. Lewandowski está entre os magistrados que receberam pagamentos investigados pelo CNJ e por isso, teria concedido a liminar que sustou a investigação realizada contra magistrados de 22 tribunais do país.

A premissa polêmica de três poderes independentes – Executivo, Legislativo, Judiciário - funcionando acordados com as regras de um sistema político dito democrático (governo do povo para o povo?) dentro da estrutura de um sistema econômico capitalista, são independentes mesmos? Ou são interdependentes, formando um lobby corporativista  para se beneficiar de privilégios acima do bem e do mal, inalcançáveis ao mortal comum? No meu  entender, tal composição de forças está a necessitar de reavaliações, retificações e mudanças de paradigmas. Convém que reflitamos para agirmos juntos contra tais privilégios, que precisam ser extirpados da sociedade brasileira.

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