sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


DIÁRIO DE BORDO
MSC MUSIC 

Retorno após pequena excursão -  nove dias - no transatlântico MSC Music. De avião, saí de Salvador para o Rio de Janeiro. De navio, Buenos Aires, Montevidéu (a parada em Punta Del Este foi cancelada devido condições atmosféricas impeditivas – menos mal, pelo menos para mim, pois já conheço o local: belo, sofisticado, com uma hotelaria de custo proibitivo para o mortal comum, e, no meu entender, um monumento insultuoso à pobreza da América Latina), Ilha Bela, Rio de Janeiro e retorno a Salvador por via aérea.

WEBJET. Não recomendo










Em Salvador, embarquei pela WebJet porque era a única que tinha o horário de chegada compatível com a saída do navio. Arrependi-me. Além do péssimo serviço de hotelaria – a parca e decepcionante refeição é vendida à bordo -,  as poltronas são angustiantemente próximas e não se inclinam. Quem tiver pernas longas deve ficar longe desta empresa.  A tripulação se desdobra, mas não consegue compensar as deficiências de base. Foi uma frustração só.

No porto do Rio de Janeiro, outro imprevisto indigesto. A desorganização para o embarque (culpo, entre outros, aos prepostos da agência BEX, que me vendeu a excursão, e cometeu uma série de trapalhadas, inclusive cobrando despesas a maior - porque nunca se cobra a menor? Culminou com a cobrança antecipada de um valor que, segundo a representante da agência, substituiria a cobrança da taxa de serviços, à bordo. Não aconteceu. Pagamos 15% - valor acima da taxa tradicional de 10%, - por cada serviço solicitado. Ao voltar, procuramos a mesma representante da agência para pedir o reembolso do que foi pago arbitrariamente. Ela nos informou que se não tivéssemos pago o valor prévio iríamos pagar 25% de taxa de serviços a bordo. Só que, não apresentou provas conclusivas. Por tudo isso, não recomendo os serviços desta agência).

O pré-embarque foi uma surpresa decepcionante. Filas múltiplas e quilométricas do lado de fora dos armazéns – sob intenso calor de um sol incandescente. Sem nenhuma orientação, ficamos ao léu, os passageiros da excursão.

No interior do armazém do porto do Rio de Janeiro, outra decepção. Trata-se de um lugar deprimente, degradado, deteriorado. Sujo, mal cheiroso, um cenário ideal para um filme de terror. Levamos 05 horas para embarcar, enfrentando filas sucessivas, que culminou com a passagem lenta administrada por arrogantes e mal educados prepostos da polícia federal
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Entretenimentos múltiplos










Ainda enfrentamos uma última fila na subida da ponte de embarque. Daí em diante, tudo mudou para melhor. Boa acolhida, hotelaria confortável, múltiplas opções de lazer; a viagem de navio foi um sucesso. A lamentar, apenas, a hotelaria cobrada “in loco”, em dólar,– prefiro-a total, paga antecipadamente.

Bianca, minha neta, à direita, numa excursão anterior.




                                     TAM. Recomendo
No retorno, saímos, outra vez, do paraíso e entramos no inferno. Tivemos de passar pela desorganizado porto do Rio, transitar pelo famoso armazém já citado (parece um depósito medieval de párias), e passar pela arrogante polícia federal; a seguir, fomos para o aeroporto internacional, embarcamos num avião da TAM (originalmente Transporte Aéreo de Marília), este sim, com bancos confortáveis e uma “merenda” aceitável, já incluída na passagem. E, finalmente, aterrissamos em Salvador e nos dirigimos para a nossa residência – por mais feliz que tenha sido a viagem, é sempre gratificante voltar para casa...[1]





[1] A propósito estacionamos nosso carro no Aepark. E valeu a pena. O preço é justo, com valor decrescente e, ainda, uma Van à disposição para os translados estacionamento aeroporto – aeroporto estacionamento, já incluído no preço. Recomendo.

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