DIÁRIO
DE BORDO
MSC MUSIC
Retorno após pequena excursão -
nove dias - no transatlântico MSC Music. De avião, saí de Salvador para
o Rio de Janeiro. De navio, Buenos Aires, Montevidéu (a parada em Punta Del
Este foi cancelada devido condições atmosféricas impeditivas – menos mal, pelo
menos para mim, pois já conheço o local: belo, sofisticado, com uma hotelaria de
custo proibitivo para o mortal comum, e, no meu entender, um monumento insultuoso à pobreza da América Latina), Ilha Bela, Rio de Janeiro e retorno a
Salvador por via aérea.
WEBJET. Não recomendo
Em Salvador, embarquei pela
WebJet porque era a única que tinha o horário de chegada compatível com a saída
do navio. Arrependi-me. Além do péssimo serviço de hotelaria – a parca e decepcionante
refeição é vendida à bordo -, as
poltronas são angustiantemente próximas e não se inclinam. Quem tiver pernas
longas deve ficar longe desta empresa. A
tripulação se desdobra, mas não consegue compensar as deficiências de base. Foi
uma frustração só.
No porto do Rio de Janeiro, outro
imprevisto indigesto. A desorganização para o embarque (culpo, entre outros, aos
prepostos da agência BEX, que me vendeu a excursão, e cometeu uma série de
trapalhadas, inclusive cobrando despesas a maior - porque nunca se cobra a
menor? Culminou com a cobrança antecipada de um valor que, segundo a representante
da agência, substituiria a cobrança da taxa de serviços, à bordo. Não
aconteceu. Pagamos 15% - valor acima da taxa tradicional de 10%, - por cada serviço
solicitado. Ao voltar, procuramos a
mesma representante da agência para pedir o reembolso do que foi pago
arbitrariamente. Ela nos informou que se não tivéssemos pago o valor prévio
iríamos pagar 25% de taxa de serviços a bordo. Só que, não apresentou provas conclusivas.
Por tudo isso, não recomendo os serviços desta agência).
O pré-embarque foi uma surpresa decepcionante. Filas múltiplas
e quilométricas do lado de fora dos armazéns – sob intenso calor de um sol
incandescente. Sem nenhuma orientação, ficamos ao léu, os passageiros da
excursão.
No interior do armazém do porto
do Rio de Janeiro, outra decepção. Trata-se de um lugar deprimente, degradado, deteriorado.
Sujo, mal cheiroso, um cenário ideal para um filme de terror. Levamos 05 horas
para embarcar, enfrentando filas sucessivas, que culminou com a passagem lenta administrada
por arrogantes e mal educados prepostos da polícia federal
.
Entretenimentos múltiplos
Ainda enfrentamos uma última fila na subida
da ponte de embarque. Daí em diante, tudo mudou para melhor. Boa acolhida,
hotelaria confortável, múltiplas opções de lazer; a viagem de navio foi um sucesso. A lamentar, apenas, a hotelaria
cobrada “in loco”, em dólar,– prefiro-a total, paga antecipadamente.
Bianca, minha neta, à direita, numa excursão anterior.
No retorno, saímos, outra vez, do
paraíso e entramos no inferno. Tivemos de passar pela desorganizado porto do Rio,
transitar pelo famoso armazém já citado (parece um depósito medieval de
párias), e passar pela arrogante polícia federal; a seguir, fomos para o
aeroporto internacional, embarcamos num avião da TAM (originalmente Transporte Aéreo de
Marília), este sim, com bancos confortáveis e uma “merenda” aceitável, já
incluída na passagem. E, finalmente, aterrissamos em Salvador e nos dirigimos para a nossa residência – por mais feliz que tenha sido a viagem, é sempre gratificante
voltar para casa...[1]
[1] A propósito
estacionamos nosso carro no Aepark. E valeu a pena. O preço é justo, com valor
decrescente e, ainda, uma Van à disposição para os translados estacionamento
aeroporto – aeroporto estacionamento, já incluído no preço. Recomendo.





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