quarta-feira, 9 de novembro de 2011

DIRETO AO PONTO - 09.11.2010


José Pinto de Queiroz Filho

NOTÍCIAS VEICULADAS PELA IMPRENSA

Para refletir sobre o conflito Israel/Palestino seria lógico começar por uma premissa:  As raízes remotas do conflito remontam aos fins do século XIX quando colonos judeus começaram a migrar para a região. Sendo os judeus um dos povos do mundo que não tinham um Estado próprio, tendo sempre sofrido por isso várias perseguições, foram movidos pelo projeto do sionismo (de Sião) - cujo objetivo era refundar na Palestina um estado judeu. Entretanto, a Palestina já era habitada há séculos por uma maioria árabe.

INVASÃO ANUNCIADA?
Menachem Begin não estava brincando. Em 1981, o então primeiro-ministro israelense mobilizou oito caças F-16 para destruir um reator nuclear quase pronto no Iraque, que Israel acreditava que poderia produzir plutônio para armas atômicas. Begin diria depois que o ataque foi uma prova de que seu país "sob circunstância alguma permitirá ao inimigo desenvolver armas de destruição em massa contra o nosso povo".
O episódio definiu uma estratégia conhecida como "Doutrina Begin", que pode ser resumida com a seguinte frase: "A melhor defesa é uma prevenção rigorosa".

Apesar das reiteradas negativas iranianas, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) deve declarar em um relatório nesta semana que a República Islâmica tem capacidade para desenvolver armas atômicas, segundo informou o jornal "Washington Post". Israel nunca descartou a possibilidade de um ataque preventivo ao Irã, mas essa hipótese se intensificou nestes dois anos sob o comando de Netanyahu [1] - um ideólogo da direita, como Begin.

Em outubro, o veterano analista Nahum Barnea insinuou, na capa do popular jornal Yedioth Ahronoth, que o governo estava preparando um ataque iminente. Dias depois, Netanyahu alertou para a "ameaça direta e pesada" representada pelo Irã, e na semana passada Israel testou um míssil. No mesmo dia, os militares afirmaram ter concluído exercícios aéreos na Sardenha, "praticando operações em uma vasta terra estrangeira".

CAUTELA DE ISRAEL DIANTE DE UMA POSSÍVEL INTERVENÇÃO MILITAR
Tudo isso elimina o elemento-surpresa caso Israel esteja realmente planejando um ataque ao Irã. Mas não seria uma forma de chamar a atenção para o problema, na esperança de que os EUA ou alguma outra potência intervenham?

Entrevistas com autoridades civis e militares nos últimos meses - a maioria sob (covarde) anonimato - indicam que Israel prefere a cautela a um ataque unilateral contra o Irã. O país dedica tanta energia às estratégias defensivas quanto aos preparativos para um ataque. A circunspecção de Netanyahu é reveladora.

Em vez de agir por conta própria, Israel pede às potências mundiais que intensifiquem suas sanções contra o Irã, e aos EUA que ofereçam apoio a uma ação militar, que é vista como um último recurso.  A opção militar não é uma ameaça vazia, mas Israel não deve se apressar para liderá-la. Tudo deve ser comandado pelos Estados Unidos, e como último recurso - disse o vice-premier Moshe Yaalon, ministro de Assuntos Estratégicos, à Rádio do Exército.

Israel sabe há anos que um ataque ao Irã seria muito mais difícil do que o realizado contra o Iraque. O Irã é maior, mais distante e, talvez por ter aprendido as lições do Iraque, construiu numerosas instalações fortificadas. Remover isso iria requerer uma campanha sustentada na força aérea israelense, acostumada a ataques precisos por meio do uso de tecnologia avançada. Além disso, o Irã tem guerrilhas aliadas no Líbano e na Faixa de Gaza, contra as quais Israel travou guerras custosas em 2006 e 2009.
Num momento em que o governo Netanyahu enfrenta crescente isolamento - o impasse com os palestinos se aprofunda, suas alianças com Turquia e Egito se enfraquecem – Israel admite que está relutante em seguir adiante contra o Irã.

A VOZ DO ACUSADO
O Governo iraniano classificou como “ridículo e inventado” o relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia Atômica – AIEA - que acusa o Irã de realizar atividades para desenvolver armas nucleares –  e o considera “uma repetição das acusações infundadas dos Estados Unidos e dos sionistas (de Sião) judeus.”

O QUE PENSO DE TUDO ISTO
  1. A AIEA é entidade não/confiável, pois pertence a ONU – controlada política e economicamente pelos EUA e pelos interesses comuns de seu títere, Israel. E pergunto: por que Israel e os EUA – com os históricos comprometedores de agressões e guerras genocidas e desrespeitosas contra outras nações - têm o direito de ter a Bomba Atômica e os outros países não?
  2. Será que a opinião pública internacional vai cair mais uma vez no engodo de que o Irã está construindo armas nucleares como aconteceu com o Iraque?
  3. Para encerrar, repito e endosso, aqui, a frase de Dilma Rousseff: “Sem uma solução para o povo da Palestina, não haverá uma solução de segurança para o povo de Israel.”



[1] Em se falando do premier Benjamin Netanyahu,  o presidente Sarkozy, da França, numa conversa  privada com o presidente Obama, afirmou: “Não posso vê-lo mais,  é um mentiroso”.  E Obama: “Você diz que está cansado dele, e eu que tenho de lidar com ele todos os dias?” France Press, Paris.

domingo, 6 de novembro de 2011

DIRETO AO PONTO


Sobre corrupção no Brasil
José Pinto de Queiroz Filho

Na coluna espaço do leitor (jornal A Tarde, 06.11.2011), Jorge Gazar[1], destaca a participação de Lula, ex-presidente do Brasil, intitulando-o como “o precursor[2] da corrupção institucionalizada”. Pelo que sei, a corrupção no Brasil parece ter surgido desde sua criação.  E Lula pode ser interpretado como um grande negociador democrático que conseguiu dialogar com todas as forças políticas ativas e dominantes para construir no Brasil uma sociedade mais justa, mais produtiva e mais respeitada no exterior, “como nunca se viu antes neste país”.  

Por fim, Gazar, seguindo o mesmo estilo de Dora Kramer, cronista e articulista de imprensa, que costuma adivinhar os pensamentos de Lula – "quando Lula diz que não quer o terceiro mandato entenda-se o contrário" (sic) - e colocar suas próprias palavras, desejos e tendências como se fosse da autoria de Lula.

Ele também o fez da seguinte forma: “As dificuldades da presidente passaram a ser notadas, quando tentou dar uma de Jânio, empunhando uma vassoura virtual. Foi obrigada a interromper a faxina – possivelmente a conselho de Lula -, para não desmontar todo o seu ministério, vendo-o escorrer com a lama pela rampa do Planalto.”

Senhor Gazar, afirmo-lhe que existe uma palavra para designar o porquê de tantos ministros (e senadores, deputados, governadores e quejandos) serem pegos em atos de corrupção: a prática da transparência, junto com a vontade política de reverter o processo iníquo que “nunca antes neste país” foi tão exposto e combatido. 


VEGETARIANISMO, O CAMINHO NATURAL DA EVOLUÇÃO DO HOMO SAPIENS
José Pinto de Queiroz Filho

A humanidade só evoluirá quando deixar de matar animais para comer.




Na página Agronegócios de A Tarde de 21.03.2011 pode-se ler: Aditivo ajuda no ganho de peso em bovinos. Refere-se a um antibiótico, da Phibro, a virginiamicina “...produto terapêutico e potencial aditivo no confinamento de suínos e aves no modelo verticalizado de produção...atualmente sendo testada com sucesso na nutrição de gado de pastagem”.

Eis alguns significados destes “avanços” chamados de tecnologia de ponta para criação de animais de corte -  leia-se animais a ser assassinados para satisfazer o paladar abjeto dos carnívoros de plantão:

  1. “Os frangos de corte sofreram uma rápida evolução morfológica e fisiológica, facilitada pelo seu curto ciclo reprodutivo, pela nutrição animal e justificada pela argumentação da necessidade de se produzir proteína animal para o consumo humano.(...) a suinocultura e a avicultura deixam de ser atividades familiares de subsistência e hoje são atividades tipicamente empresariais, devido ao domínio dos empresários rurais”.
  2. “Confinamento: Este sistema busca reduzir o espaço necessário em instalações, o trabalho, a necessidade de mão de obra, as perdas de energia e facilitar o controle dos animais”.
  3. “Verticalização: Na produção de suíno ou frango de corte, a integração vertical ocorre quando uma empresa coordena todo o processo produtivo, fornecendo os reprodutores machos e fêmeas, ou os leitões (suinocultura), e os pintainhos de um dia (avicultura) além de todos os demais insumos e assistência técnica”.
Não é o que afirma os especialistas da área. Senão vejamos:




Na verdade, toda esta tecnologia de morte busca, em última instância, o simples lucro à custa de sofrimentos, agonia e sangue derramado para satisfazer à voracidade dos devoradores de cadáveres, ceifando a vida de animais que também devem ser filhos de deus. A propósito como se pode invocar a graça de deus e depois sacrificar os demais animais se se acredita que todos somos filho dele?[1]


[1] Complementado uma frase de Isaac Singer, Prêmio Nobel de Literatura.

[1] Jorge Gazar é, acredito, coronel reformado da PM baiana.
[2] De acordo com o dicionário HOUAISS, precursor significa, entre outras coisas, “que ou o que precede, anuncia, prenuncia, prepara ou indica a vinda ou o acontecimento de; que ou o que vai adiante, anuncia algo de novo ou se antecipa a (alguém ou algo)... vem antes de ou dá origem a.”

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CONSUMATUM EST


Palestina, bem-vinda à Unesco
Por Emir Sader
Por 107 votos a favor, 14 contra e 52 abstenções, a Palestina foi admitida na Unesco, no final da Assembleia Geral da instituição. A decisão foi seguida de gritos de “Viva a Palestina”, ao final de uma sessão tensa, pela oposição dos EUA, do Canadá, da Alemanha e de alguns outros países, que não teve sucesso porque na Unesco não existe o direito de veto das velhas potências.



Por enquanto, a Unesco aceitou em Paris o desafio de funcionar com quase um quarto a menos de seu orçamento. Não é a primeira vez que os Estados Unidos chantageiam a Unesco com a retirada de sua contribuição financeira. Entre 1984 e 2003, Washington boicotou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura para protestar por sua péssima administração e pela ideologia terceiro-mundista que imperava na Unesco. 


A Diretora Geral da organização, Irina Bokova, admitiu que de agora em diante terá que “cortar programas e reajustar o equilíbrio do nosso orçamento”. 

Entretanto, para a responsável da organização, já não se trata de um “problema financeiro”, mas de um “problema que concerne à universalidade da nossa organização”. Como já se pôde corroborar no conflito israelense palestino e tantos outros dramas que sacodem o mundo, as grandes potências mundiais têm uma visão variável da “universalidade” dos direitos. Estes são “universais” segundo o peso dos interesses e não como valor supremo da humanidade. 

Tradução: Libório Junior


FONTE: http://www.cartamaior.com.br/templates/blogMostrar.cfm?blog_id=1&alterarHomeAtual=1

domingo, 30 de outubro de 2011

UMA CEGONHA COM PRÓTESE DE CARBONO

Uma cegonha ganhou uma prótese de carbono feita sob medida depois de ter perdido uma perna em um acidente, em Neuboehla, na Alemanha.
Dietmar, a cegonha, está sob os cuidados de Andrea Kirsten, que tem um santuário de pássaros no seu jardim e cuidou do animal desde o acidente.
Acredita-se que Dietmar perdeu a perna ao se chocar com uma torre de eletricidade.
Andrea mandou fazer a perna artificial especialmente para a cegonha em uma empresa que faz próteses.
Segundo Andrea, Dietmar ainda está se acostumando com a nova perna.
Ver em:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2010/01/100101_cegonha_video.shtml
Ver em: 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011


Um alerta – depois não se diga que eu não avisei

Sei, muita gente deixa de ser isento e imparcial quando reflete sobre a complexa questão Palestina X Israel, por isso, é preciso enxergar nas entrelinhas para identificar as motivações subjacentes.

O resgate desproporcional de um soldado por mil palestinos (na verdade, não foi mil), não passa de uma farsa publicitária que pretende convencer à comunidade internacional de que o Governo de  Israel é bonzinho com os Palestinos. Subjacentes à farsa podemos identificar:

1)    Uma tentativa política de desestabilizar  Mahmoud Abbas, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), com a validação do Hammas, na sua tentativa de aprovar o ingresso da Palestina  à ONU, como Estado pleno.


 
2)   O magnânimo gesto também pretende continuar com a guerra infindável. Já começam a surgir os comentários (dos simpatizantes e aliados de Israel) de que a “boa-vontade” do governo israelense pode ser um grande passo para a almejada paz. Balela pura! Trata-se de mais um passo para manter a guerra e impedir que a ONU aprove o ingresso da Palestina como Estado pleno, este sim uma atitude que poderá produzir desdobramentos mais justos e positivos.

3)   E, por último, lá nos confins do inconsciente popular procura-se fixar a imagem de que mais vale um soldado israelense do que mil palestinos. É elementar, meu caro leitor.  Cordialmente, José Pinto de Queiroz Filho

sábado, 15 de outubro de 2011

DESCONSTRUINDO O CAPITALISMO NEO-LIBERAL



Direto ao ponto - compilando o que saiu na mídiaJosé Pinto de Queiroz Filho
Mobilização mundial neste sábado em defesa da democracia e contra o neoliberalismo: acompanhe pela Carta Maior

Neste sábado, dia 15 de outubro, jovens do mundo inteiro estão sendo convidados a acampar nas praças de suas cidades exigindo democracia real e mudanças no atual modelo econômico, causador de crise e desemprego. A inspiração vem dos acampamentos no Egito, na Espanha e, mais recentemente, em Nova York, com o movimento Ocupa Wall Street. Os espanhóis do movimento Democracia Real Já estão convocando pessoas do mundo inteiro para participar do Dia Mundial de Acampamentos em Praças, neste 15 de outubro. 
(clique na notícia)

"...o capitalismo tem o poder de cooptar, subjugar, homogeneizar, mas a resistência é real. Há um potencial imenso de subversão dos valores sociais vigentes... (os dissidentes agem) pela ameaça, pela ludicidade ou pela politização". Angelo Serpa, professor de Geociências da UFBA

Manifestação contra bancos chega ao Canadá (onde a desigualdade de renda também cresce, como em todos os lugares)

Os protestos contra Wall Street e a crise financeira internacional continua nos Estados Unidos e devem ocorrer também no Canadá e em alguns países europeus nos próximos dias. Mas em várias cidades americanas as autoridades desmontaram os acampamentos erguidos pelos manifestantes. Aconteceu em Denver e também em San Diego , na Califórnia, onde houve choque entre policiais e manifestantes na Civic Plaza.


Como previmos no último post, em nome do governo americano, Hillary Clinton
ameaça dar calote na UNESCO
Hillary Clinton ameaça dar calote na organização da ONU

para a Cultura, caso esta reconheça o estado palestino.


Com uma nova ameaça de ordem econômica, os Estados Unidos voltaram a defender o não-reconhecimento da Palestina como Estado pleno na ONU (Organização das Nações Unidas). Nesta quinta-feira (06/10), a secretária de Estado do país, Hillary Clinton, afirmou que os EUA poderão retirar o apoio financeiro à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) caso a entidade reconheço a Palestina como seu membro de pleno direito.
O pedido palestino na Unesco foi feito na última quarta-feira (05/10). No mesmo dia, o Conselho da entidade aprovou uma recomendação com 40 votos favoráveis de 58 possíveis.
Até o final deste mês, o pedido será finalmente aceito ou rejeitado na Conferência Geral da Unesco. Caso seja aprovado, a mudança permitirá que a Palestina apresente pedidos de reconhecimento como patrimônio mundial da humanidade de territórios palestinos que atualmente são ocupados por Israel. 
Enquanto isso...um presente dos capitalistas norte-americanos para os capitalistas brasileiros...
O Ministério Público Federal de Pernambuco informou ontem que vai apurar o caso dos contêineres vindos dos Estados Unidos com lixo hospitalar. Duas cargas foram apreendidas até o momento. Na terça-feira, foi encontrado primeiro contêiner, com 23 toneladas de lençõis sujos, seringas, luvaas usadas e cateteres. O segundo na quinta-feira, com o mesmo peso, continha lençõis, fronhas, toalhas de banho, batas, pijamas e roupas de bebê com identificação de vários hospitais americanos. 
À semelhança de animais peçonhentos, onde houver a possibilidade de lucro, aí encontraremos os capitalistas internacionais tecendo suas tramas de produção, sem se importar com os males que poderão causar, contanto que haja lucro, muito lucro. No caso, o objetivo era o de transformar o detrito contaminado em vestuário e fraldas para ser vendidos aos brasileiros. 


O capitalismo é assim: onde houver possibilidade de lucro, aí encontraremos os capitalistas internacionais, sem ética, sem decência, sem compostura focados apenas no vil metal.


Para terminar.... George Busch está sendo acusado de genocídio. Será?


Denúncia contra o genocídio e outros crimes contra a humanidade cometidos em paralelo com a "indústria farmacêutica doentia" e a recente guerra contra o iraque

Os Acusados
Os acusados são as seguintes personalidades desde o sector corporativista, militar e político de diferentes nacionalidades:
1.George Walker Bush , Presidente dos Estados Unidos da América. Ele é o principal mentor político dos interesses do cartel farmacêutico / petroquímico. Ele é o principal mentor político dos crimes de guerra cometidos contra o Iraque e dos outros crimes que fazem parte desta denúncia.
2.Anthony Charles Lynton (“Tony”) Blair , Primeiro-ministro do Reino Unido. Ele é o cabeça menor e executor político assim como cúmplice de George Bush na lista de crimes desta denúncia.
3. Richard Bruce (“Dick”) Cheney , Vice-presidente dos Estados Unidos da América. Cheney foi o Presidente-Executivo da companhia petrolífera Haliburton & Company de Dallas no Texas. Depois da conquista do Iraque tornou-se na companhia chave no desmantelamento econômico do Iraque durante a suposta reconstruição.
4.Donald Rumsfeld , Secretario de Defesa dos Estados Unidos da América. Rumsfeld foi Presidente-Executivo de várias empresas farmacêuticas e biotecnológicas, entre outras a empresa muito próspera G. D. Searle, hoje em dia, parte da Pharmacia. Durante décadas ele teve o papel de organizador estratégico da indústria farmacêutica e do seu “negócio com a doença”. Ele recebeu várias condecorações por parte da indústria farmacêutica. Juntamente com George W. Bush, Donald Rumsfeld foi um dos principais mentores da guerra contra o Iraque.
5.John Ashcroft , Ministro da Justiça dos Estados Unidos da América. Ele é um dos estrategistas do chamado “Homeland Security Act”, um dos instrumentos pelos quais os acusados estão sistematicamente a restringir os direitos civis nos USA. Ele é responsável por legislação protecionista que essencialmente concede imunidade à indústria farmacêutica de ser considerada responsável dos seus crimes nos USA.
6.Tom Ridge , Secretário da “Homeland Security” (Segurança Nacional), cúmplice de John Ashcroft em cimentar o controle político e econômico por parte dos acusados, com o propósito de continuar os seus negócios sem escrúpulos com a doença e de outros crimes contra os direitos civis nos USA
7.Condoleezza Rice , Conselheira Sobre Assuntos de Segurança Nacional da Casa Branca, ela é uma ex_diretora da empresa petroquímica Chevron e foi um instrumento importante na promoção da guerra de agressões por parte dos acusados.



E agora, José..!!!


sábado, 8 de outubro de 2011


Estado Palestino – Dívida histórica

“Sem uma solução para o povo da Palestina, não haverá uma solução de segurança para o povo de Israel.” Dilma Rousseff

Nunca antes a presidente de um país (Dilma Rousseff) mostrou-se tão impactante na defesa do ingresso pleno da Palestina na comunidade de nações. Aconteceu na última (2011) assembléia Ge­ral da Organização das Nações Unidas (ONU). Constituiu-se um ato corajoso e perfeitamente coerente com a posição histórica e política do Brasil quando re­conheceu o Estado Palestino, respeitando-se as fronteiras anteriores às da Guerra dos Seis Dias, em 1967, corroborando as resoluções das Nações Unidas da época.

Tal pronunciamento repercutiu como um verdadeiro apoio estratégico ao pedido de ingresso da Palestina  à ONU, como Estado pleno, feito por Mahmoud Abbas, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina).

De imediato, os EUA reagiram criticando o pedido de Abbas, com o argumento que tal decisão é incoerente com outro pedido em curso, que ainda está sob análise do Conselho de Segurança (e se depender deste condômino plenipotenciário da ONU – eles são responsáveis por 22% do orçamento da agência da ONU -, a análise continuará indefinidamente). 

Como era de esperar, Israel, gestor dos interesses norte-americanos no Oriente Médio, também discordou, argumentando tratar-se de uma "rejeição ao caminho das negociações, assim como ao plano do Quarteto para continuar o processo político” de tentativa de resolver o enfrentamento israel-palestino, referindo-se às intermináveis negociações de Paz que, paradoxalmente, sempre estão conduzindo a mais Guerra – porque, na verdade, não interessa a Israel e aos EUA acabar o conflito porque só terão a perder.

Na verdade, a defesa da criação de um Estado Palestino, é uma posição assumida por milhares de cidadãos em todo o mundo que estão mobilizados nessa cruzada.

 UNESCO, uma pedra no caminho

“A segurança será sempre precária onde houver o clamor dos oprimidos”. Ulysses Silveira Guimarães, político, PMDB-SP, 1916-1992

E eis que surge a UNESCO - Organização das Na­ções Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – recomendando a admissão da Palestina na ONU co­mo Estado-membro de ple­no direito. A recomendação foi apoiada por 40 dos 58 membros do Comitê Executivo.

Outra vez, Israel criticou violentamen­te a recomendação afirmando que a mesma é "contrária ao plano de paz" (Pergunto: Qual plano de paz? Aos dos desdobramentos sem fim que alimentam a guerra, enquanto Israel persiste  ocupando territórios  e  mantendo o odioso bloqueio a Gaza?).  “Pedidos para parar assentamentos não são razoáveis”, diz Avigdor Lieberman, ministro israelense das Relações Exteriores, tentando justificar a insistência de seu país em manter a expansão de colônias em Jerusalém Oriental. Pergunto: Não são razoáveis para quem?

Washington, que declarou antecipadamente o seu veto ao pedido palestino de ingressar na ONU - EUA, Rússia, China, França e Reino Unido detêm o poder de veto no conselho - mostrou indignação frente à decisão da UNESCO, classificada também como "incoerente" (!?). Pior é que eles podem retirar seu financiamento à instituição como represália. 

Como tudo começou?

Para concluir esta compilação, faço minhas as palavras da articulista de A Tarde, Tânia Miranda, historiadora, mestre em educação.

“Que nossas vozes cheguem a todos os recantos do planeta, multiplicando e amplificando a consciência de que a construção de um novo mundo só é possível com o respeito à soberania das nações e à autodeterminação dos povos, condição para uma vida de paz e liberdade.

A Palestina já esteve sob ocupação inglesa de 1914 a 1947. Nesse ano, as potências mundiais impuseram aos palestinos a divisão de seu território pela ONU: 57% para os judeus (hoje são 78%) e 43% para os palestinos (hoje são 22%), sendo que 70% da população era constituída de nativos palestinos e 30%   judeus - na sua maioria imigrantes recém-chegados.

O Estado Palestino é a afirmação do direito de um povo que foi erradicado de suas terras ancestrais, que tem resistido de forma altiva e heróica às covardes agressões, à negação do seu próprio direito de existir, à prisão de suas crianças, mulheres e idosos que ousaram se levantar contra a política de assalto ao seu território, ao roubo de sua  água, à destruição das suas casas e à devastação de suas oliveiras milenares. Já é passada a hora de a comunidade das nações assumir a responsabilidade e se engajar no equacionamento desse conflito.     

Esperamos que o reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação se sobreponha aos privilégios feudais, aos grandes negócios petrolíferos, aos superlucros da indústria bélica, aos controles estratégicos dos mares, a todo o complexo de exploração e dominação da região, ampliando as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. É uma questão de humanidade.”