quarta-feira, 19 de outubro de 2011


Um alerta – depois não se diga que eu não avisei

Sei, muita gente deixa de ser isento e imparcial quando reflete sobre a complexa questão Palestina X Israel, por isso, é preciso enxergar nas entrelinhas para identificar as motivações subjacentes.

O resgate desproporcional de um soldado por mil palestinos (na verdade, não foi mil), não passa de uma farsa publicitária que pretende convencer à comunidade internacional de que o Governo de  Israel é bonzinho com os Palestinos. Subjacentes à farsa podemos identificar:

1)    Uma tentativa política de desestabilizar  Mahmoud Abbas, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), com a validação do Hammas, na sua tentativa de aprovar o ingresso da Palestina  à ONU, como Estado pleno.


 
2)   O magnânimo gesto também pretende continuar com a guerra infindável. Já começam a surgir os comentários (dos simpatizantes e aliados de Israel) de que a “boa-vontade” do governo israelense pode ser um grande passo para a almejada paz. Balela pura! Trata-se de mais um passo para manter a guerra e impedir que a ONU aprove o ingresso da Palestina como Estado pleno, este sim uma atitude que poderá produzir desdobramentos mais justos e positivos.

3)   E, por último, lá nos confins do inconsciente popular procura-se fixar a imagem de que mais vale um soldado israelense do que mil palestinos. É elementar, meu caro leitor.  Cordialmente, José Pinto de Queiroz Filho

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