Um alerta – depois não se diga que eu não avisei
Sei, muita gente
deixa de ser isento e imparcial quando reflete sobre a complexa questão
Palestina X Israel, por isso, é preciso enxergar nas entrelinhas para
identificar as motivações subjacentes.
O resgate
desproporcional de um soldado por mil palestinos (na verdade, não foi mil), não
passa de uma farsa publicitária que pretende convencer à comunidade internacional
de que o Governo de Israel é bonzinho com os Palestinos. Subjacentes à
farsa podemos identificar:
1) Uma tentativa política de
desestabilizar Mahmoud
Abbas, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), com a validação do
Hammas, na sua tentativa de aprovar o ingresso da Palestina à
ONU, como Estado pleno.
2) O magnânimo gesto também pretende
continuar com a guerra infindável. Já começam a surgir os comentários (dos
simpatizantes e aliados de Israel) de que a “boa-vontade” do governo israelense
pode ser um grande passo para a almejada paz. Balela pura! Trata-se de mais um
passo para manter a guerra e impedir que a ONU aprove o ingresso da Palestina
como Estado pleno, este sim uma atitude que poderá produzir desdobramentos mais
justos e positivos.
3)
E,
por último, lá nos confins do inconsciente popular procura-se fixar a imagem de
que mais vale um soldado israelense do que mil palestinos. É elementar, meu
caro leitor. Cordialmente, José Pinto de
Queiroz Filho



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