sábado, 15 de outubro de 2011

DESCONSTRUINDO O CAPITALISMO NEO-LIBERAL



Direto ao ponto - compilando o que saiu na mídiaJosé Pinto de Queiroz Filho
Mobilização mundial neste sábado em defesa da democracia e contra o neoliberalismo: acompanhe pela Carta Maior

Neste sábado, dia 15 de outubro, jovens do mundo inteiro estão sendo convidados a acampar nas praças de suas cidades exigindo democracia real e mudanças no atual modelo econômico, causador de crise e desemprego. A inspiração vem dos acampamentos no Egito, na Espanha e, mais recentemente, em Nova York, com o movimento Ocupa Wall Street. Os espanhóis do movimento Democracia Real Já estão convocando pessoas do mundo inteiro para participar do Dia Mundial de Acampamentos em Praças, neste 15 de outubro. 
(clique na notícia)

"...o capitalismo tem o poder de cooptar, subjugar, homogeneizar, mas a resistência é real. Há um potencial imenso de subversão dos valores sociais vigentes... (os dissidentes agem) pela ameaça, pela ludicidade ou pela politização". Angelo Serpa, professor de Geociências da UFBA

Manifestação contra bancos chega ao Canadá (onde a desigualdade de renda também cresce, como em todos os lugares)

Os protestos contra Wall Street e a crise financeira internacional continua nos Estados Unidos e devem ocorrer também no Canadá e em alguns países europeus nos próximos dias. Mas em várias cidades americanas as autoridades desmontaram os acampamentos erguidos pelos manifestantes. Aconteceu em Denver e também em San Diego , na Califórnia, onde houve choque entre policiais e manifestantes na Civic Plaza.


Como previmos no último post, em nome do governo americano, Hillary Clinton
ameaça dar calote na UNESCO
Hillary Clinton ameaça dar calote na organização da ONU

para a Cultura, caso esta reconheça o estado palestino.


Com uma nova ameaça de ordem econômica, os Estados Unidos voltaram a defender o não-reconhecimento da Palestina como Estado pleno na ONU (Organização das Nações Unidas). Nesta quinta-feira (06/10), a secretária de Estado do país, Hillary Clinton, afirmou que os EUA poderão retirar o apoio financeiro à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) caso a entidade reconheço a Palestina como seu membro de pleno direito.
O pedido palestino na Unesco foi feito na última quarta-feira (05/10). No mesmo dia, o Conselho da entidade aprovou uma recomendação com 40 votos favoráveis de 58 possíveis.
Até o final deste mês, o pedido será finalmente aceito ou rejeitado na Conferência Geral da Unesco. Caso seja aprovado, a mudança permitirá que a Palestina apresente pedidos de reconhecimento como patrimônio mundial da humanidade de territórios palestinos que atualmente são ocupados por Israel. 
Enquanto isso...um presente dos capitalistas norte-americanos para os capitalistas brasileiros...
O Ministério Público Federal de Pernambuco informou ontem que vai apurar o caso dos contêineres vindos dos Estados Unidos com lixo hospitalar. Duas cargas foram apreendidas até o momento. Na terça-feira, foi encontrado primeiro contêiner, com 23 toneladas de lençõis sujos, seringas, luvaas usadas e cateteres. O segundo na quinta-feira, com o mesmo peso, continha lençõis, fronhas, toalhas de banho, batas, pijamas e roupas de bebê com identificação de vários hospitais americanos. 
À semelhança de animais peçonhentos, onde houver a possibilidade de lucro, aí encontraremos os capitalistas internacionais tecendo suas tramas de produção, sem se importar com os males que poderão causar, contanto que haja lucro, muito lucro. No caso, o objetivo era o de transformar o detrito contaminado em vestuário e fraldas para ser vendidos aos brasileiros. 


O capitalismo é assim: onde houver possibilidade de lucro, aí encontraremos os capitalistas internacionais, sem ética, sem decência, sem compostura focados apenas no vil metal.


Para terminar.... George Busch está sendo acusado de genocídio. Será?


Denúncia contra o genocídio e outros crimes contra a humanidade cometidos em paralelo com a "indústria farmacêutica doentia" e a recente guerra contra o iraque

Os Acusados
Os acusados são as seguintes personalidades desde o sector corporativista, militar e político de diferentes nacionalidades:
1.George Walker Bush , Presidente dos Estados Unidos da América. Ele é o principal mentor político dos interesses do cartel farmacêutico / petroquímico. Ele é o principal mentor político dos crimes de guerra cometidos contra o Iraque e dos outros crimes que fazem parte desta denúncia.
2.Anthony Charles Lynton (“Tony”) Blair , Primeiro-ministro do Reino Unido. Ele é o cabeça menor e executor político assim como cúmplice de George Bush na lista de crimes desta denúncia.
3. Richard Bruce (“Dick”) Cheney , Vice-presidente dos Estados Unidos da América. Cheney foi o Presidente-Executivo da companhia petrolífera Haliburton & Company de Dallas no Texas. Depois da conquista do Iraque tornou-se na companhia chave no desmantelamento econômico do Iraque durante a suposta reconstruição.
4.Donald Rumsfeld , Secretario de Defesa dos Estados Unidos da América. Rumsfeld foi Presidente-Executivo de várias empresas farmacêuticas e biotecnológicas, entre outras a empresa muito próspera G. D. Searle, hoje em dia, parte da Pharmacia. Durante décadas ele teve o papel de organizador estratégico da indústria farmacêutica e do seu “negócio com a doença”. Ele recebeu várias condecorações por parte da indústria farmacêutica. Juntamente com George W. Bush, Donald Rumsfeld foi um dos principais mentores da guerra contra o Iraque.
5.John Ashcroft , Ministro da Justiça dos Estados Unidos da América. Ele é um dos estrategistas do chamado “Homeland Security Act”, um dos instrumentos pelos quais os acusados estão sistematicamente a restringir os direitos civis nos USA. Ele é responsável por legislação protecionista que essencialmente concede imunidade à indústria farmacêutica de ser considerada responsável dos seus crimes nos USA.
6.Tom Ridge , Secretário da “Homeland Security” (Segurança Nacional), cúmplice de John Ashcroft em cimentar o controle político e econômico por parte dos acusados, com o propósito de continuar os seus negócios sem escrúpulos com a doença e de outros crimes contra os direitos civis nos USA
7.Condoleezza Rice , Conselheira Sobre Assuntos de Segurança Nacional da Casa Branca, ela é uma ex_diretora da empresa petroquímica Chevron e foi um instrumento importante na promoção da guerra de agressões por parte dos acusados.



E agora, José..!!!


sábado, 8 de outubro de 2011


Estado Palestino – Dívida histórica

“Sem uma solução para o povo da Palestina, não haverá uma solução de segurança para o povo de Israel.” Dilma Rousseff

Nunca antes a presidente de um país (Dilma Rousseff) mostrou-se tão impactante na defesa do ingresso pleno da Palestina na comunidade de nações. Aconteceu na última (2011) assembléia Ge­ral da Organização das Nações Unidas (ONU). Constituiu-se um ato corajoso e perfeitamente coerente com a posição histórica e política do Brasil quando re­conheceu o Estado Palestino, respeitando-se as fronteiras anteriores às da Guerra dos Seis Dias, em 1967, corroborando as resoluções das Nações Unidas da época.

Tal pronunciamento repercutiu como um verdadeiro apoio estratégico ao pedido de ingresso da Palestina  à ONU, como Estado pleno, feito por Mahmoud Abbas, presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina).

De imediato, os EUA reagiram criticando o pedido de Abbas, com o argumento que tal decisão é incoerente com outro pedido em curso, que ainda está sob análise do Conselho de Segurança (e se depender deste condômino plenipotenciário da ONU – eles são responsáveis por 22% do orçamento da agência da ONU -, a análise continuará indefinidamente). 

Como era de esperar, Israel, gestor dos interesses norte-americanos no Oriente Médio, também discordou, argumentando tratar-se de uma "rejeição ao caminho das negociações, assim como ao plano do Quarteto para continuar o processo político” de tentativa de resolver o enfrentamento israel-palestino, referindo-se às intermináveis negociações de Paz que, paradoxalmente, sempre estão conduzindo a mais Guerra – porque, na verdade, não interessa a Israel e aos EUA acabar o conflito porque só terão a perder.

Na verdade, a defesa da criação de um Estado Palestino, é uma posição assumida por milhares de cidadãos em todo o mundo que estão mobilizados nessa cruzada.

 UNESCO, uma pedra no caminho

“A segurança será sempre precária onde houver o clamor dos oprimidos”. Ulysses Silveira Guimarães, político, PMDB-SP, 1916-1992

E eis que surge a UNESCO - Organização das Na­ções Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – recomendando a admissão da Palestina na ONU co­mo Estado-membro de ple­no direito. A recomendação foi apoiada por 40 dos 58 membros do Comitê Executivo.

Outra vez, Israel criticou violentamen­te a recomendação afirmando que a mesma é "contrária ao plano de paz" (Pergunto: Qual plano de paz? Aos dos desdobramentos sem fim que alimentam a guerra, enquanto Israel persiste  ocupando territórios  e  mantendo o odioso bloqueio a Gaza?).  “Pedidos para parar assentamentos não são razoáveis”, diz Avigdor Lieberman, ministro israelense das Relações Exteriores, tentando justificar a insistência de seu país em manter a expansão de colônias em Jerusalém Oriental. Pergunto: Não são razoáveis para quem?

Washington, que declarou antecipadamente o seu veto ao pedido palestino de ingressar na ONU - EUA, Rússia, China, França e Reino Unido detêm o poder de veto no conselho - mostrou indignação frente à decisão da UNESCO, classificada também como "incoerente" (!?). Pior é que eles podem retirar seu financiamento à instituição como represália. 

Como tudo começou?

Para concluir esta compilação, faço minhas as palavras da articulista de A Tarde, Tânia Miranda, historiadora, mestre em educação.

“Que nossas vozes cheguem a todos os recantos do planeta, multiplicando e amplificando a consciência de que a construção de um novo mundo só é possível com o respeito à soberania das nações e à autodeterminação dos povos, condição para uma vida de paz e liberdade.

A Palestina já esteve sob ocupação inglesa de 1914 a 1947. Nesse ano, as potências mundiais impuseram aos palestinos a divisão de seu território pela ONU: 57% para os judeus (hoje são 78%) e 43% para os palestinos (hoje são 22%), sendo que 70% da população era constituída de nativos palestinos e 30%   judeus - na sua maioria imigrantes recém-chegados.

O Estado Palestino é a afirmação do direito de um povo que foi erradicado de suas terras ancestrais, que tem resistido de forma altiva e heróica às covardes agressões, à negação do seu próprio direito de existir, à prisão de suas crianças, mulheres e idosos que ousaram se levantar contra a política de assalto ao seu território, ao roubo de sua  água, à destruição das suas casas e à devastação de suas oliveiras milenares. Já é passada a hora de a comunidade das nações assumir a responsabilidade e se engajar no equacionamento desse conflito.     

Esperamos que o reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação se sobreponha aos privilégios feudais, aos grandes negócios petrolíferos, aos superlucros da indústria bélica, aos controles estratégicos dos mares, a todo o complexo de exploração e dominação da região, ampliando as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. É uma questão de humanidade.”



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MOVIMENTO EM WALL STREET


SINAL DOS TEMPOS
Quem diria? Na intimidade dos EUA, o maior país do mundo, o mais prepotente representante do sistema econômico capitalista, milhares de norte-americanos ocuparam, sem violência, Wall Street, o epicentro do poder financeiro do mundo e também da corrupção gananciosa responsável pela gigantesca crise financeira que está abalando o mundo.
E aconteceu o óbvio de sempre. Os revoltados foram taxados de terroristas – termo tão genérico e banalizado que até já perdeu  o seu significado lógico, se é que alguma dia teve um.
Basta ser um movimento contrário aos interesses dos capitalistas norte-americanos e suas instituições – Governo, bancos, indústrias farmacêutica, bélica, automobilística, dentre outras, e seus manifestantes são logo chamados de terroristas. Tudo para escamotear a realidade, evitando reconhecer que se trata de um movimento massivo pela mudança.
Na verdade, o que  eles realmente desejam é o estabelecimento de uma política econômica que conduza a uma verdadeira democracia e a uma efetiva justiça social para as famílias de cidadãos que estão pagando uma dívida que não fez. Mas para que isso aconteça, torna-se necessário, uma imediata mudança radical da atual política econômica norte-americana – que nas circunstâncias atuais é absurdo inaceitável, pois irá atingir em cheio os gananciosos privilegiados do atual sistema econômico.  Por isso, os manifestantes estão sob forte pressão das autoridades e alguns meios de comunicação os estão  classificando como grupos extremistas.
Referências: http://www.avaaz.org/po/the_world_vs_wall_st/?copy

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

OFENSA CONTRA AS MULHERES?


Manifestação cultural e do pensamento livre

"Não se pode naturalizar a violência, o desrespeito e a desvalorização da mulher". Luiza Maia (PT-BA)

O projeto de lei da deputada estadual Luiza Maia (PT-BA), que pretende proibir que o Governo do Estado e as prefeituras baianas contratem, com o dinheiro arrecadado dos impostos pagos pelo cidadão, bandas que executem músicas com letras ofensivas às mulheres, que as desvalorizam ou as exponham a constrangimentos, violência, está dando o que falar e virou debate nacional.

Maioria favorável à proibição

57% dos internautas consultados disseram ser a favor da proibição das letras de duplo sentido, em eventos pagos pelo Estado e prefeituras baianas. Na realidade, não se trata somente de letras pífias, mas também de musica (?) e de harmonia horrorosas.

Viajando contra a corrente, o advogado, doutorando e mestre em direito, Georges Humbert, escreveu no jornal A Tarde, de quarta-feira, 10.08.2011, um artigo intitulado Censura Prévia, com argumentos contra o projeto de lei.

São suas as palavras: “.. .o referido projeto não merece guarida pois contraria a nossa Constituição Federal. Isto porque, por princípio, é garantido a todos brasileiros a livre manifestação cultural e de pensamento, sendo certo que normas que proíbam a Administração de contratar músicos que executem músicas que supostamente depreciem as mulheres configurariam não a regulamentação desta atividade, mas, sim, uma espécie de censura prévia inadmitida pela ordem jurídica em vigor... Às mulheres, toda a proteção do Estado. Todavia, controle de atos que atentem contra a integridade das mulheres, inclusive nas manifestações artísticas, deve ser realizado pelas vias jurídicas adequadas, especialmente ações civis para a tutela dos direitos difusos e coletivos. Restringir, em tese, a criatividade dos nossos artistas é censura prévia”.

Não sou doutorando nem mestre em direito, mas discordo de seus argumentos, rebatendo-os democraticamente com contra-argumentos fundamentados em premissas pragmáticas de um cidadão brasileiro do século XXI.

Parto do princípio de que nenhuma obra humana é perfeita, incluindo a entidade Justiça que foi criada para servir ao homem e não o contrário, com o objetivo de manter a harmonia da estrutura social.

No meu entender, as leis da Constituição Brasileira vigente não são verdades absolutas e pétreas. A Constituição não é (e nunca será) infalível. Por isso, entendo, precisa sempre ser interpretada à luz da lógica vigente e não utilizada cegamente como verdades eternas.

A garantia para todos os brasileiros à livre manifestação cultural e de pensamento é polêmica e pode ser questionada. Pergunto: até onde tal garantia de pensamento e manifestação cultural deve ser tolerada pela sociedade civilizada? A garantia constitucional assegura, por exemplo, o pensar livre e suas consequências práticas na defesa do preconceito racial? Absolutamente, não. E para isso, a sociedade incluiu leis na Constituição do país para penalizar o racismo.

Doutra parte, será que a garantia constitucional abrange o perverso costume “cultural” da chamada “farra do boi”? Ou da autoflagelação masoquista de religiosos durante a semana santa? Ou da queima desvairada de “espadas” durante os festejos juninos? Tudo isso deve ser considerado manifestações da decantada e intocável cultura popular? Entendo que não.

Estar arraigada na cultura e no comportamento dos indivíduos, não justifica que determinada manifestação cultural deva, obrigatoriamente, ser mantida para todo o sempre. Quando tais manifestações se tornam perniciosas, transformando-se em agentes ativos de desagregação social, de fator que deseduca, de alimentador de preconceitos a ponto de causar prejuízos às pessoas não devem, em nenhuma hipótese, ser toleradas pela sociedade constituída.

Pode, pode, mulher maravilha...!

E em se falando do que, aqui, nos interessa -, as músicas ofensivas que denigrem a mulher -, as suas alusões são altamente prejudiciais porque avilta o que há de mais privado e singular no ser humano: o seu corpo e a sua sexualidade.

Sei, tem quem goste dos ritmos de pagode, funk, ou hip hop, mas, acredito, nem todas as mulheres gostam de suas letras - recitadas de forma burra e insultuosa. Exemplos? Para a mulher feia o estupro é uma benção. Olha, mulher é igual a lata, um chuta e outro cata.... A questão aqui não é o divertimento em si, mas o desrespeito que tematiza as composições.

Ora, quer dizer que além de tolerar um som repetitivo e de péssima qualidade, um verdadeiro lixo musical, a mulher sensata é obrigada a aceitar ser chamada de cachorra, ordinária, piriguete, vaca, chupeta atômica, rosca ardente e quejandos? Será que o homem que tem namorada, esposa, irmã ou mãe sentir-se-ia feliz se tais impropérios fossem dirigidos a elas?

Pior é quando os insultos são repetidos por crianças e adolescentes. Nada mais tosco e embrutecedor. As implicações resultantes chegam a assustar. No funk, por exemplo, se faz menção até à pedofilia. Por tudo isso, as letras que ofendem não podem ser aceitas impunemente principalmente quando realimentam o preconceito machista de que a mulher é mero objeto sexual descartável, que pode ser execrada, estuprada e trucidada pelo homo insanus, legitimando, assim, o pseudo-poder que os homens tem sobre as mulheres na cama, no mercado de trabalho, no domínio de seu corpo e de sua alma.

Por tudo isso, peço ao nobre advogado e seus simpatizantes mais reflexão, mais sintonia com as necessidades dos cidadãos atuais e menos proselitismo jurídico radical para evitar transformar a garantia de pensamento livre e manifestação cultural numa mixórdia pétrea e intocável instituída por uma constituição falível e, portanto, sujeita a desconstruções e reconstruções de paradigmas. (Queiroz)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

OS BOLAS MURCHAS DO ANO

Em pé(da esquerda para direita): Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar Agachados: Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo

Minha opinião sobre futebol

Na minha adolescência (1958) torcia pela Seleção Brasileira. Com novos saberes e o amadurecimento, cheguei a conclusão de que o esporte das chuteiras não pode representar um todo que é o Brasil.

Descobri, quem lucra com o futebol, seja ele vencedor ou não, são os cartolas, técnicos, alguns jogadores e quejandos que ganham dinheiro com a sua prática.

Passei a testemunhar, a cada dia, que o futebol é uma forma de entretenimento que não favorece a cidadania, a educação e a paz entre os seres humanos, como se propagandeia. Muito pelo contrário.

O futebol, dentro e fora do campo, é um agente que estimula as agressões violentas, fraudes, “maracutaias, “espertezas” sempre com o objetivo de violar as regras estabelecidas – são gols de mão, suborno e erros de árbitros, “cera técnica”, corrupção de cartolas, etc. Uma infinidade de comportamentos amorais que deseducam, incitam à violência, incentivam a desonestidade e atos insanos – como os assassinatos cometidos pelas torcidas organizadas.

Some-se a arrogância do brasileiro apaixonado afirmando que no Brasil se prática o melhor futebol mundo (será mesmo motivo para paixão?) – o que pode ter sido antes, mas não é mais. E de afirmar que a seleção brasileira é a encarnação do Brasil, Não é, nem nunca foi. Então, deixei de torcer pela seleção.

Imprensa especializada











“Cale a boca Galvão”

Cabe a imprensa especializada, ufanista e sensacionalista, parte da culpa de construção e sustentação desses mitos e capaz de criar falsos ídolos (vide Neymar e similares).

Para manter a audiência e o consequente lucro costuma, de forma sub-reptícia, convencer aos mais jovens de que é mais importante jogar futebol do que frequentar uma universidade (e será que não é?).

Direcionando os nossos esforços










No meu entender, mais importante do que as vitórias ou derrotas de um pequeno grupo bem remunerado que, dando chutes e pontapés no campo, se jacta de estar representando um país continental como o Brasil, é o esforço de todos nós para diminuir a pobreza/miséria de 2/3 dos brasileiros.

Devemos lutar para que todos tenham moradia, alimentação, emprego digno, educação, saúde, segurança, transporte público de qualidade, distribuição justa de renda. Também por uma justiça que funcione – exigindo de seus profissionais que trabalhem mais para justificar os altos, privilegiados e imorais salários que recebem (quando comparados com os da população em geral); e mais: precisamos combater ininterruptamente a corrupção e os maus políticos que insistem em se locupletar com o dinheiro público. Acredito que para todos nós tais metas sejam mais importantes que a vitória ou a derrota de um “catadinho” de protagonistas farsantes, bizarros, arrogantes e fanfarrões.

Significa que devemos deixar de torcer por nossos times regionais? De forma nenhuma, contanto que se encare o jogo como um simples jogo, mera opção para divertir e não uma batalha heróica, nacionalista e transcendental. Nada mais que um jogo.

Campeões morais (1978)









No futebol profissional o que conta é o resultado. Lembram-se da seleção de 1978? Jogou bonito, ganhou, empatou, não perdeu uma partida, mas não levou o título. Então, o técnico Cláudio Coutinho cunhou uma expressão que emblematizou a seleção: "somos os campeões morais", disse, em referência à controversa e inesperada goleada sofrida pelo Peru diante da Argentina (6X0), que eliminou o Brasil da disputa pelo título.

Seleção Bola Murcha








Errar uma vez, é humano, mas errar quatro vezes é Brasil...

Nunca antes a Seleção Brasileira foi tão ridicularizada em campo. Eliminada por 2 a 0 nos pênaltis após empatar por 0 a 0 com o Paraguai no tempo normal, a equipe verde-amarela terminou a competição em oitavo lugar — a pior campanha em 32 participações no torneio de seleções mais antigo do mundo. Para muitos a culpa foi da areia existente na marca do pênalti. Os paraguaios também utilizaram a mesma marca com a mesma areia, e não tomaram conhecimento chutaram três penalidades e fizeram dois gols.

Comentários de especialista
Dos comentários que vi e escutei o mais corajoso, o mais realista e mais lógico que encontrei foi o do ex-jogador Tostão. Acresce que se afinou com o que penso, por isso vou transcrever fragmentos de sua crônica:









Neymar, pseudo-craque criado pela mídia?

“Faltaram mais maturidade e talento, do meio para frente”... “O Brasil tem ótimos jogadores, mas não possui, hoje, um único grande craque no meio-campo e no ataque” (entenderam, devotos de Neymar e Cia?). “A derrota vai fazer bem aos jovens. A derrota humaniza, os retiram de um pedestal de ilusões, de se acharem gênios, caras escolhidos pelos deuses” (duvido!). “O Brasil é o pais da maquiagem e da enganação... A última mentira é que a Seleção tinha um quarteto mágico na frente. Eles são ainda aprendizes, que confundem o truque no momento do espetáculo”. Tostão

quarta-feira, 8 de junho de 2011

SE VOCÊ PARAR DE COMER ELES PARAM DE MATAR


DIRETO AO PONTO

Após haver publicado o post sobre a publicidade da Skol (22.05.2011), li na revista Vegetarianos, no. 56. de junho de 2011, na seção de cartas, o seguinte:

"Venho por meio desta demonstrar o meu repúdio à propaganda que vem sendo veiculada nos canais abertos e que apresenta cena triste de especismo* e falta de compaixão com os animais.

Trata-se da propaganda da cerveja Skol, onde quatro amigos saltam sem paraquedas de um avião atrás de um cooler de cerveja que caiu do mesmo.

Todos se agarram ao cooler e caem em um paiol (celeiro) que é habitado por uma vaca leiteira. Recuperando-se da queda, um dos amigos olha para a vaca e comenta 'Hum! Churrasquinho...' Esse tipo de propaganda apresenta um forte sentimento de indiferença com a vida do animal e um humor com um assunto sério, a morte de um ser." Lucas Diniz e Katia Rodrigues, Itapetininga, SP

* Especismo é a atribuição de valores ou direitos diferentes a seres dependendo da sua afiliação a determinada espécie; é a discriminação baseada em espécies. É o que fazemos com os animais que comemos.

Entendo, a cada instante, aumenta mais a consciência das pessoas reflexivas de que “Um homem pode viver uma vida saudável sem ter que matar animais para comer; portanto, se ele come carne, participa do ato de tirar a vida de uma criatura meramente para saciar o seu apetite. E agir dessa maneira é imoral.” [1]

Ou seja, pare de comer que eles param de matar!


[1] TOLSTOI, Leon in Vegetarianos, 56, pags. 44,45, Editora Europa, de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

DIRETO AO PONTO - 06.06.2011




José Pinto de Queiroz Filho

Corporativismo - Legislando em causa própria o Senado reajustou os próprios salários no percentual de 61,83% o que vai gerar uma reação em cadeia aumentando os de vereadores, deputados estaduais, deputados federais, presidente da república, ministros. Se tivesse poder idêntico, faria o mesmo com o meu salário profissional. Acontece que político não é profissão. Ou é? Se me fosse dado escolher, ele seria apenas um representante do povo para lhe prestar serviços por um prazo fixo, não renovável, por conseguinte, sem direito a reeleições sucessivas. Se assim fosse, acredito, não haveria necessidade de reajustes salariais corporativistas e de outros procedimentos imorais e amorais.


Pele negra – Sobre a discussão da “nossa irresolvida questão étnico-racial” (GAZAR, A Tarde, 14.12.2010), tranquilizem-se irmãos afro-descendentes. Quando se diz “a coisa está preta”, “o futuro é negro”, “são planos sombrios” entendo que os adjetivos estão se referindo não à cor da tez, mas sim à escuridão, ao breu, ao negro da noite sem lua que sempre aterrorizou e continua aterrorizando muitos cidadãos do planeta terra.

Família adota bem-te-vi - após cair de uma árvore, Isaque– este é o seu nome foi recolhido e adotado por uma família. Atitude louvável. Para mim, não faz diferença se se trata de um pássaro, um cão, um gato, uma galinha, um boi, um peixe, um camarão ou um homo insanus. Todos merecem ser amados respeitados e ter as suas vidas preservadas.






Para justificar a assertiva, faço minhas as palavras de Pitágoras de Samos, filosófo e matemático grego (570 a 496): “Enquanto o homem continuar a ser o destruidor impiedoso dos seres vivos dos planos inferiores não conhecerá nem a saúde nem a paz... enquanto dizimarem os animais, matar-se-ão entre si...Quem semeia a morte e a dor não pode com efeito colher a alegria e o amor”.