quarta-feira, 9 de novembro de 2011

INDISCRIÇÃO REVELADORA




Europa
Sarkozy da França chama Netanyahu de mentiroso 


O presidente francês, e Barack Obama pegaram o microfone no G20 e fizeram comentários indiscretos sobre o primeiro-ministro israelense.
Última modificação: 08 de novembro de 2011 21:27
Oriente  
Barack Obama,




Observações indiscretas por Obama, à esquerda, e Sarkozy são susceptíveis de causar constrangimento para ambos [Reuters]

O presidente francês, Nicolas Sarkozy chamou Binyamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, de "mentiroso" em uma conversa com o presidente dos EUA, Barack Obama, acidentalmente transmitida aos jornalistas na cúpula do G20 da semana passada no balneário francês de Cannes.

"Eu não consigo suportar Netanyahu, ele é um mentiroso", disse Sarkozy a Obama, sem saber que os microfones da sala de reunião tinham sido ligados.

Repórteres, em locais separados, ouviram em traduções simultâneas como Obama respondeu, de acordo com um intérprete francês: "Você está de saco cheio com ele, e que digo eu que tenho de lidar com ele, com mais freqüência do que você?"

Jacky Rowland, de Al Jazeera em Paris, que cobria a cúpula de Cannes, disse: "Este é foi uma daquelas gafes diplomáticas que pode acontecer até mesmo com os mais poderosos e os mais ricos nesta era de microfones de rádio."

Rowland disse que os dois líderes, aparentemente, já tinham seus microfones ligados para a conferência de imprensa, quando ainda estavam tendo uma conversa privada, um pouco antes da conferência de imprensa.

"Os jornalistas na sala já haviam plugado a caixa de tradução simultânea, e alguns deles tinham seus próprios fones de ouvido e foram capazes de ouvir ... essas observações diplomáticas indiscretas", disse ele.

A gafe é susceptível de causar grande embaraço para os três líderes por revelar como eles trabalham em conjunto, inclusive na intensificação da pressão internacional contra o Irã e suas ambições nucleares.

A conversa não foi inicialmente relatada porque um pequeno grupo de jornalistas a  considerou privada e off-the-record. Mas, desde então, os comentários,  surgiram em sites franceses e foram confirmados pela agência de notícias Reuters.

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Jay Carney, o secretário de imprensa da Casa Branca, nada quis comentar quando perguntado por repórteres que viajam com Obama em um evento na Filadélfia.

O aparente fracasso de Obama para defender Netanyahu é susceptível de ser capitalizada por seus adversários republicanos, que estão querendo derrubá-lo na eleição presidencial do próximo ano. Eles o têm retratado como hostil a Israel, principal aliado de Washington no Oriente Médio. O gabinete de Netanyahu não comentou imediatamente.

Obama e Netanyahu tiveram um relacionamento difícil por ocasião dos esforços dos EUA para mediar um acordo de paz no Oriente Médio, no momemto em que o presidente dos EUA criticou abertamente a construção de assentamentos ilegais nos territórios palestinos ocupados.

Não ficou claro por que exatamente Sarkozy havia criticado Netanyahu.

No entanto, diplomatas europeus têm culpado Israel pelo colapso nas negociações de paz e expressaram discordâncias sobre a aprovação de Netanyahu de construir aceleradamente e em grande escala assentamentos em Jerusalém Oriental.


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