quarta-feira, 8 de junho de 2011

SE VOCÊ PARAR DE COMER ELES PARAM DE MATAR


DIRETO AO PONTO

Após haver publicado o post sobre a publicidade da Skol (22.05.2011), li na revista Vegetarianos, no. 56. de junho de 2011, na seção de cartas, o seguinte:

"Venho por meio desta demonstrar o meu repúdio à propaganda que vem sendo veiculada nos canais abertos e que apresenta cena triste de especismo* e falta de compaixão com os animais.

Trata-se da propaganda da cerveja Skol, onde quatro amigos saltam sem paraquedas de um avião atrás de um cooler de cerveja que caiu do mesmo.

Todos se agarram ao cooler e caem em um paiol (celeiro) que é habitado por uma vaca leiteira. Recuperando-se da queda, um dos amigos olha para a vaca e comenta 'Hum! Churrasquinho...' Esse tipo de propaganda apresenta um forte sentimento de indiferença com a vida do animal e um humor com um assunto sério, a morte de um ser." Lucas Diniz e Katia Rodrigues, Itapetininga, SP

* Especismo é a atribuição de valores ou direitos diferentes a seres dependendo da sua afiliação a determinada espécie; é a discriminação baseada em espécies. É o que fazemos com os animais que comemos.

Entendo, a cada instante, aumenta mais a consciência das pessoas reflexivas de que “Um homem pode viver uma vida saudável sem ter que matar animais para comer; portanto, se ele come carne, participa do ato de tirar a vida de uma criatura meramente para saciar o seu apetite. E agir dessa maneira é imoral.” [1]

Ou seja, pare de comer que eles param de matar!


[1] TOLSTOI, Leon in Vegetarianos, 56, pags. 44,45, Editora Europa, de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

DIRETO AO PONTO - 06.06.2011




José Pinto de Queiroz Filho

Corporativismo - Legislando em causa própria o Senado reajustou os próprios salários no percentual de 61,83% o que vai gerar uma reação em cadeia aumentando os de vereadores, deputados estaduais, deputados federais, presidente da república, ministros. Se tivesse poder idêntico, faria o mesmo com o meu salário profissional. Acontece que político não é profissão. Ou é? Se me fosse dado escolher, ele seria apenas um representante do povo para lhe prestar serviços por um prazo fixo, não renovável, por conseguinte, sem direito a reeleições sucessivas. Se assim fosse, acredito, não haveria necessidade de reajustes salariais corporativistas e de outros procedimentos imorais e amorais.


Pele negra – Sobre a discussão da “nossa irresolvida questão étnico-racial” (GAZAR, A Tarde, 14.12.2010), tranquilizem-se irmãos afro-descendentes. Quando se diz “a coisa está preta”, “o futuro é negro”, “são planos sombrios” entendo que os adjetivos estão se referindo não à cor da tez, mas sim à escuridão, ao breu, ao negro da noite sem lua que sempre aterrorizou e continua aterrorizando muitos cidadãos do planeta terra.

Família adota bem-te-vi - após cair de uma árvore, Isaque– este é o seu nome foi recolhido e adotado por uma família. Atitude louvável. Para mim, não faz diferença se se trata de um pássaro, um cão, um gato, uma galinha, um boi, um peixe, um camarão ou um homo insanus. Todos merecem ser amados respeitados e ter as suas vidas preservadas.






Para justificar a assertiva, faço minhas as palavras de Pitágoras de Samos, filosófo e matemático grego (570 a 496): “Enquanto o homem continuar a ser o destruidor impiedoso dos seres vivos dos planos inferiores não conhecerá nem a saúde nem a paz... enquanto dizimarem os animais, matar-se-ão entre si...Quem semeia a morte e a dor não pode com efeito colher a alegria e o amor”.

domingo, 22 de maio de 2011

Sobre o homo insanus


DESRESPEITO AO DIREITO DE VIVER
“Quando temos a chance de exercer a crueldade ... viramos uma espécie brutal.” SAUL BELLOW, escritor canadense, prêmio Nobel de Literatura de 1976.
Causou-me compaixão ver na TV um bovino trêmulo, agachado sob um arbusto, com a expressão de medo e desespero nos olhos diante do que estava enfrentando e, provavelmente, do que viria a seguir. Aconteceu na farra do boi deste ano de 2011. Todos os anos, centenas de bois são torturados e mortos em mais de trinta comunidades de Santa Catarina. Pior foi testemunhar a revolta dos “farristas” contra a polícia, que interviu para evitar a cruel chacina. Mas o que é a farra do boi? Um dos rituais mais cruéis protagonizado pelo Homo Insanus contra animais indefesos.



Também me causou asco a propaganda de uma marca de cerveja. Fanáticos cervejeiros se lançam de um avião, sem para-quedas, atrás de uma caixa de cerveja e aterrissam ilesos numa cocheira. Um deles vê um boi e exclama: Churrasquinho? – expressando o desrespeito flagrante à vida de outro ser, antecipadamente condenado a morrer para virar petisco.

Pertencemos a uma civilização que se assenta numa montanha infindável dos cadáveres de animais que devoramos, e que se termina num amontoado sem fim de peles, ossos, fezes, vômitos, ânsia, dor, medo formando os dejetos que sustentam e emporcalham a existência humana. A regra é assassinar os mais fracos e desprotegidos para usufruto egoísta. Pergunto. Qual merecimento tem este ser humano de pedir a um deus que o livre do mal? Para lhe implorar proteção contra a violência que grassa no mundo? Para pedir ao semelhante paz e amor se ele se comporta como o mais violento de todos? Entendo, com Leonardo da Vinci, que: "Chegará o dia em que a matança de um animal será considerada crime tão vil e condenável quanto o assassinato de um homem".

E o que basta é abrir mão do hábito egoísta de comer cadáveres, em prol de uma causa maior que exige ética, renúncia, grandeza, generosidade e o respeito incondicional à vida dos demais seres que conosco habitam este mundo. Você já imaginou, alguma vez, um deus, feito à imagem e semelhança do homem, comendo com sofreguidão um filé mignon ou uma picanha gordurosa?